A saúde humana depende de ambientes equilibrados, cidades menos poluídas e respostas concretas aos impactos das mudanças climáticas. Essa conexão esteve no centro do II Simpósio Internacional Natureza & Saúde, realizado em 2024, em São Paulo, no Hospital Israelita Albert Einstein, com participação da iniciativa hoje denominada Médicos pelo Clima.

O evento reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir as relações entre meio ambiente, clima e saúde. A presença da iniciativa reforçou a importância de levar a agenda da qualidade do ar para espaços multidisciplinares, nos quais profissionais de saúde, pesquisadores, organizações e setor privado podem construir respostas conjuntas para desafios ambientais que já afetam a vida da população.

Clima, natureza e saúde no mesmo debate

As mudanças climáticas ampliam riscos à saúde por diferentes caminhos. Ondas de calor, eventos extremos, aumento de queimadas, piora da qualidade do ar e alterações em padrões de doenças infecciosas são exemplos de impactos que exigem preparo dos sistemas de saúde e maior integração entre áreas tradicionalmente tratadas de forma separada.

Ao reunir natureza e saúde no mesmo debate, o simpósio contribuiu para fortalecer uma compreensão essencial: cuidar dos ecossistemas também é cuidar das pessoas. Essa perspectiva é particularmente importante para organizações como o Instituto Ar, que atuam para demonstrar como poluição, clima e saúde pública estão profundamente conectados.

Diálogo com o público e produção de conhecimento

Durante o evento, a iniciativa participou com um estande, distribuiu a cartilha “Como as mudanças climáticas impactam a nossa saúde?” e dialogou diretamente com o público presente. A cartilha foi desenvolvida para apoiar médicos, pacientes e a população em geral na compreensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde, ampliando o acesso a informações qualificadas sobre prevenção, exposição e cuidado.

A presença no simpósio também incluiu participação em mesa-redonda sobre o papel do setor privado na agenda de clima e saúde. O debate abordou a importância de soluções sustentáveis e integradas, reconhecendo que a resposta à crise climática depende de compromissos compartilhados entre sociedade civil, setor público, academia e empresas.

O papel dos profissionais de saúde

A participação em eventos como o II Simpósio Internacional Natureza & Saúde fortalece a mobilização de profissionais de saúde em torno da agenda climática. Médicos, enfermeiros, pesquisadores e gestores têm papel estratégico na comunicação de riscos, na orientação da população e na defesa de políticas públicas capazes de reduzir danos à saúde.

Ao atuar nessa frente, Médicos pelo Clima amplia o alcance de uma mensagem que precisa chegar a diferentes setores: os impactos ambientais não são abstratos. Eles se manifestam em sintomas, diagnósticos, internações, afastamentos do trabalho e perda de qualidade de vida.

Veja também