Em 2024, a iniciativa Médicos pelo Clima, liderada pelo Instituto Ar, realizou uma importante ação de advocacy pela melhoria dos padrões nacionais de qualidade do ar. A mobilização culminou na entrega de uma carta à ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, solicitando prazos claros e efetivos para a implementação de padrões mais restritivos, alinhados às recomendações da Organização Mundial da Saúde.
A ação ocorreu em um momento decisivo da revisão das normas brasileiras de qualidade do ar no Conselho Nacional do Meio Ambiente. A mobilização reuniu mais de 15 associações e sociedades médicas, 5 organizações não governamentais e 27 pessoas físicas, todas engajadas em defender uma regulação mais protetiva para a saúde da população.
A entrega da carta aconteceu em 5 de março de 2024, em Brasília. Na ocasião, a iniciativa foi representada pela Dra. Evangelina Araújo e pela Dra. Renata Belém Pessoa de Melo Seixas em encontro com a ministra Marina Silva e com o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf.
A demanda apresentada estava diretamente relacionada à necessidade de aproximar os padrões brasileiros das recomendações internacionais de proteção à saúde. A ação contribuiu para o processo que culminou na promulgação da Resolução Conama 506/24, considerada um avanço para garantir ar mais seguro e saudável à população, e também celebra a sanção da Política Nacional de Qualidade do Ar, Lei 14.850/24.
Para o Instituto Ar, a entrega da carta representou mais do que um ato institucional. Foi a expressão de uma rede de profissionais de saúde, entidades científicas e organizações da sociedade civil comprometidas com a defesa do direito de respirar um ar mais limpo. Ao levar a saúde para o centro da regulação ambiental, a iniciativa reforçou que qualidade do ar é uma agenda de prevenção, equidade e proteção da vida.
A atuação também exemplifica a forma como o Instituto Ar busca incidir no debate público: com base científica, articulação coletiva e compromisso com políticas capazes de reduzir danos à saúde. Em um país onde a poluição atmosférica afeta milhões de pessoas, estabelecer padrões mais protetivos é uma medida essencial para prevenir doenças, mortes evitáveis e desigualdades ambientais.





