Evangelina Araújo, fundadora do Instituto Ar, é reconhecida entre os “101 Brasileiros que Constroem o Futuro” por atuação em saúde e qualidade do ar

A diretora-executiva e fundadora do Instituto Ar, Evangelina Araújo, foi reconhecida pelo jornal O Globo como uma das personalidades que integram a lista “101 Brasileiros que Constroem o Futuro“, iniciativa que destaca pessoas de diferentes áreas que contribuem para transformar o país e enfrentar os desafios das próximas décadas.

A homenagem faz parte das comemorações pelos 101 anos do jornal e reúne profissionais com pesquisas, iniciativas e trajetórias que geram impacto na construção de uma sociedade mais inovadora e resiliente. Evangelina integra a categoria Urbanismo & Território, ao lado de especialistas que atuam em temas relacionados ao planejamento urbano, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida.

Reconhecimento reforça a importância da agenda de qualidade do ar

Médica patologista e diretora-executiva do Instituto Ar, Evangelina Araújo atua há quase duas décadas na promoção de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade do ar e à proteção da saúde da população.

Ao longo dessa trajetória, contribuiu para fortalecer o debate sobre os impactos da poluição do ar na saúde humana, levando evidências científicas para espaços de formulação de políticas públicas e participando de discussões nacionais e internacionais sobre mudança climática e saúde.

Entre os avanços dessa agenda está a aprovação da Política Nacional de Qualidade do Ar, em 2024, um marco importante para a construção de estratégias de monitoramento e gestão da poluição do ar no Brasil.

O trabalho desenvolvido pelo Instituto Ar também tem contribuído para aproximar os setores da saúde e do meio ambiente, reforçando que a qualidade do ar é uma questão de saúde pública e que seus impactos exigem respostas integradas.

Ciência como ferramenta para transformar políticas públicas

Na reportagem publicada por O Globo, Evangelina destaca que os impactos da poluição do ar ultrapassam a esfera ambiental e recaem diretamente sobre a saúde da população.

“Quem paga a conta desse atraso é a população, com morte e com adoecimento. Ou seja, o setor do meio ambiente é quem faz a gestão da qualidade do ar, mas a saúde é quem paga a conta do atraso. E os dois setores não conversam bem.”

A médica também chama atenção para a necessidade de acelerar a adoção dos padrões de qualidade do ar recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), considerados mais protetivos para a população.

Para o Instituto Ar, ampliar o acesso às evidências científicas e fortalecer o diálogo entre ciência, saúde e políticas públicas é essencial para reduzir os impactos da poluição do ar e da mudança climática.

Um reconhecimento que fortalece a missão do Instituto Ar

A presença de Evangelina Araújo na lista de “101 Brasileiros que Constroem o Futuro” representa um reconhecimento à sua trajetória e também ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Ar na promoção de soluções baseadas em evidências para enfrentar desafios relacionados à qualidade do ar e à saúde. O reconhecimento reforça a importância de colocar a saúde no centro das discussões sobre clima.

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