O 40º Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado entre 16 e 18 de outubro de 2022, em Campinas, marcou um momento importante para a aproximação entre a agenda médica, a qualidade do ar e as mudanças climáticas. Após dois anos de programação online em razão da pandemia, o congresso voltou ao formato presencial e reuniu profissionais de saúde para discutir atualizações da área respiratória. 

Durante o evento, a iniciativa Médicos pelo Clima contou com espaço próprio dedicado à discussão sobre poluição do ar, mudanças climáticas e impactos na saúde humana. A participação contribuiu para apresentar a pauta a profissionais de pneumologia e fortalecer uma rede médica comprometida com a defesa de ambientes mais saudáveis. 

Um tema essencial para a pneumologia

A poluição atmosférica é uma das principais ameaças ambientais à saúde. Seus efeitos aparecem de forma concreta na prática respiratória: aumento de sintomas, agravamento de doenças, maior risco para grupos vulneráveis e pressão adicional sobre serviços de saúde.

Para pneumologistas, compreender essa relação é fundamental. A qualidade do ar influencia a vida de pacientes e a evolução de doenças respiratórias, especialmente em contextos de queimadas, tráfego urbano intenso, emissões industriais e eventos climáticos extremos. Por isso, levar essa pauta ao principal congresso nacional da especialidade teve importância estratégica.

Primeiros passos de uma rede médica

A participação no congresso ajudou a impulsionar a adesão de médicos à causa do ar limpo. A mobilização ocorreu em um momento em que o Instituto Ar ampliava sua atuação na interface entre ciência, advocacy e saúde pública, reforçando a ideia de que a defesa da qualidade do ar também deve envolver profissionais de saúde.

O espaço da iniciativa funcionou como ponto de encontro e diálogo. Nele, a poluição atmosférica e a crise climática puderam ser apresentadas como temas diretamente relacionados à prevenção de doenças e à promoção da saúde.

Comunicação, ciência e incidência

A presença no congresso também integrou uma ação mais ampla de comunicação e engajamento. Ao levar materiais, conversas e evidências para um evento científico, a iniciativa contribuiu para tornar a pauta mais visível e acessível à comunidade médica.7

Esse tipo de mobilização é essencial porque a transição para políticas de ar limpo depende de apoio social, compreensão pública e participação de setores com credibilidade. Médicos e médicas podem ajudar a traduzir dados técnicos em mensagens de saúde compreensíveis para pacientes, gestores e sociedade.

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