O minidocumentário “E Quando o Pior Ar Piorar?”, criado em parceria entre o Instituto Ar e o artista multimídia Alexandre Orion, é um dos pilares da Mostra AR-TE, em cartaz no Centro Cultural São Paulo (CCSP). A produção, dirigida pela Big Bonsai, amplia a potência da exposição ao aprofundar o tema da poluição atmosférica e seus impactos na saúde humana, no ambiente e no futuro das cidades.
Exibido pela primeira vez durante o evento de abertura do Festival AR-TE, em 18 de novembro, para um público de mais de 70 pessoas, o filme despertou fortes reações e abriu espaço para um debate essencial: como estamos lidando com o ar que respiramos?
Uma trilha original que respira urgência
O documentário conta com a faixa inédita “Asfixia”, criação do rapper Don L em colaboração com o Selo Instituto, formada pelos produtores Tejo Damasceno e Rica Amabis. Com participações de Pupillo ,Dengue e Thiago França e supervisão musical de Fernanda Couto, a trilha foi composta especialmente para o filme e traduz, em forma de música, a sensação de sufocamento que permeia a vida nas grandes cidades.
Como explica Don L:
“Vivemos a asfixia da luta cotidiana. Não tem clima pra pensar sobre o clima.”
Arte, ciência e sociedade em diálogo
“E Quando o Pior Ar Piorar?” acompanha o trabalho de Orion no uso da própria poluição como material artístico e reúne depoimentos que ampliam o olhar sobre o tema. Participam do filme especialistas e vozes fundamentais:
- Dr. Paulo Saldiva — médico patologista
- Renata da Costa — doutora em física atmosférica e pesquisadora do Instituto Ar
- Eduardo Giannetti — filósofo e economista
- Sônia Ara Mirim — brigadista florestal e mestra dos saberes no Museu das Culturas Indígenas de São Paulo
- Thuane Nascimento (Thux) — ativista sócio-ambiental e diretora executiva do PerifaConnection
Essas contribuições aproximam arte e ciência, transformando dados complexos em compreensão acessível e urgente.
Por que este minidocumentário importa agora
Em um cenário no qual a poluição do ar é considerada pela ONU e pela OMS a maior ameaça global à saúde, o filme surge como uma ferramenta indispensável para ampliar o debate e mobilizar a sociedade para soluções reais.
A parceria entre o Instituto Ar e Orion reforça essa missão. Para Evangelina Araújo, médica fundadora do Instituto Ar:
“Não podemos dissociar saúde pública do debate ambiental. A arte ajuda a traduzir urgências climáticas em experiências que tocam as pessoas.”
Após sua primeira exibição no lançamento do Festival AR-TE, o minidocumentário agora está disponível gratuitamente no YouTube. Um convite para que mais pessoas possam refletir, se informar e agir.
Assista agora a “E Quando o Pior Ar Piorar?” e faça parte dessa conversa sobre o futuro do ar que respiramos.
Acessibilidade
O minidocumentário “E Quando o Pior Ar Piorar?” também está disponível com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Libras, garantindo que mais pessoas possam acessar e se conectar a essa reflexão urgente sobre o ar que respiramos.
O Festival AR-TE é apresentado pelo Ministério da Cultura e produzido pelo Instituto Ar em parceria com Alexandre Orion, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio de Chiesi e Grupo Fleury.